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Narciso e Eco

"Uma ninfa bela e graciosa tão jovem quanto Narciso,chamada Eco e que amava o rapaz em vão. A beleza de Narciso era tão incomparável que ele pensava que era semelhante a um deus, comparável à beleza de Dionísio e Apolo. Como resultado disso, Narciso rejeitou a afeição de Eco até que esta, desesperada, definhou, deixando apenas um sussurro débil e melancólico. Para dar uma lição ao rapaz frívolo, a deusa Némesis condenou Narciso a apaixonar-se pelo seu próprio reflexo na lagoa de Eco. Encantado pela sua própriabeleza, Narciso deitou-se no banco do rio e definhou, olhando-se na água e se embelezando. As ninfas construíram-lhe uma pira, mas quando foram buscar o corpo, apenas encontraram uma flor no seu lugar: o narciso. “







Por : Lázaro Freire


Vivemos um grande "neo-narcisismo pós-hedonista".



O antigo culto ao corpo implicava, pelo menos, melhorar o que se tem. Agora, o próprio corpo tornou-se um produto a ser adquirido - cabelos, seios, cinturas - para ingressarmos no mercado do "amor". Nele, bons investidores conseguem adoração, independência financeira ou substituto de auto-estima até a próxima estação de neo-prostituição. Se o amor é mercado, preciso ser bem de consumo, moeda de troca, e a embalagem é fundamental.
Fico imaginando como serão os cemitérios do futuro. Precisarão ter caixinhas de restos mortais maiores, para acomodar as bolsinhas de silicone da bunda e peitos da titia que "desencascou".
Ainda bem que silicone é inflamável: Com um pouco de fogos de artifício, poderemos vir a ter rituais pirotécnicos nas futuras cremações. Mas isso se houver família para administrar restos mortais.



26 de outubro de 2010

O narcisismo é da ordem do imaginário,





O narcisismo é da ordem do imaginário, do sem limites. O conceito de narcisismo introduzido por Freud tem uma conseqüência profunda: uma série de conceitos, tais como ego, defesa do ego, ideal do ego, “agente crítico observador”, etc., serão colocados em gravitação em torno da questão de narcisismo.O narcisismo primário é um processo normal, necessário, que ocorre num determinado momento do curso regular do desenvolvimento libidinal. Esse momento é situado por Freud entre o auto-erotismo e o amor objetal. Somente quando o ego se desenvolve, o indivíduo se torna narcisista. Esta primeira manifestação do narcisismo – denominada de narcisismo primário – é abandonada quando a criança, na impossibilidade de manter-se como seu próprio objeto de amor, volta-se finalmente, para um objeto exterior, desenvolvendo o que se chama de amor objetal.
Compreende-se então, que o narcisismo primário esteja em oposição ao amor objetal, pois somente quando ele termina o sujeito encontra-se em posição de fazer escolhas objetais. Dessa maneira, a superação do narcisismo primário coincide com a realização do desenvolvimento psícossexual. Entretanto, mesmo após uma escolha objetal ter sido feita, o indivíduo pode retornar a um estado narcisista. Esta volta acidental ao narcisismo original, num momento da vida em que se suporia estar ele definitivamente abandonado, foi denominado narcisismo secundário. O estudo do narcisismo secundário e suas produções patalógicas correlatas levou Freud a examinar, de maneira mais precisa, mecanismo da escolha objetal. Ele distingue, então, dois tipos de escolha – anaclítica e a narcisista.
Para Freud, o amor objetal de tipo narcisista é mais característico do sexo feminino. O narcisismo, manifestando-se poderosamente, inflexiona a escolha objetal em direção ao tipo narcisista. Em síntese, o tipo narcisista procura no outro sua própria imagem, ao passo que o tipo anaclítico procura um parceiro do tipo narcisista que o faz gozar de um narcisismo a que ele mesmo já renunciou.


Fonte: http://taniart.wordpress.com/2009/01/11/narcisismo/

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