Imagens Para Orkut

Narciso e Eco

"Uma ninfa bela e graciosa tão jovem quanto Narciso,chamada Eco e que amava o rapaz em vão. A beleza de Narciso era tão incomparável que ele pensava que era semelhante a um deus, comparável à beleza de Dionísio e Apolo. Como resultado disso, Narciso rejeitou a afeição de Eco até que esta, desesperada, definhou, deixando apenas um sussurro débil e melancólico. Para dar uma lição ao rapaz frívolo, a deusa Némesis condenou Narciso a apaixonar-se pelo seu próprio reflexo na lagoa de Eco. Encantado pela sua própriabeleza, Narciso deitou-se no banco do rio e definhou, olhando-se na água e se embelezando. As ninfas construíram-lhe uma pira, mas quando foram buscar o corpo, apenas encontraram uma flor no seu lugar: o narciso. “







Por : Lázaro Freire


Vivemos um grande "neo-narcisismo pós-hedonista".



O antigo culto ao corpo implicava, pelo menos, melhorar o que se tem. Agora, o próprio corpo tornou-se um produto a ser adquirido - cabelos, seios, cinturas - para ingressarmos no mercado do "amor". Nele, bons investidores conseguem adoração, independência financeira ou substituto de auto-estima até a próxima estação de neo-prostituição. Se o amor é mercado, preciso ser bem de consumo, moeda de troca, e a embalagem é fundamental.
Fico imaginando como serão os cemitérios do futuro. Precisarão ter caixinhas de restos mortais maiores, para acomodar as bolsinhas de silicone da bunda e peitos da titia que "desencascou".
Ainda bem que silicone é inflamável: Com um pouco de fogos de artifício, poderemos vir a ter rituais pirotécnicos nas futuras cremações. Mas isso se houver família para administrar restos mortais.



30 de outubro de 2011

A vaidade e suas armadilhas

A VAIDADE E SUAS ARMADILHAS





Por Fernando Martins




Vivemos tempos de culto às celebridades instantâneas e aos ídolos forjados pela mídia e não pela qualidade do que fazem. Isto gera um espelhamento perigoso, pois assim como estes são superficiais, supérfluos e efêmeros, muitos destes fãs podem começar a ter um comportamento que irá gerar nada além de futilidades.
O prazer estampado no rosto destes personagens apresenta um prazer que queremos para nós e daí a tornarmo-nos personagens de nós mesmos é um passo.
O interessante que permeando este comportamento que muitos estudos estão tratando como patológico, existe o sentido distorcido de uma pretensa liberdade que na verdade é prisão - aprisionando a pessoa à modismos, comportamentos iguais, gostos massificados.
As novas gerações tão paparicadas por uma geração anterior que no afã de dar seu melhor acreditando em ideologias libertárias e alternativas de vida, está na verdade caindo em um vazio existencial que vem gerando doenças da modernidade, desde as patologias do corpo, como bulimia, anorexia e vigorexia até doenças da alma como depressão.
Tudo em pró de estar se expondo e se comportando como ditado pelos novos tempos que só visa um objetivo: mercado consumidor de bobagens descartáveis.
Creio que está na hora da chamada Geração Eu começar a pensar em ser a Geração Eu Mesmo e começar a viver seus reais anseios e ouvir o que vai por dentro de si e não, o que vem de fora embalado em brilhoso papel massageando os vaidosos egos.





Fonte: http://www.stum.com.br/clube/artigos.asp?id=28344



Nenhum comentário:

Pesquisar este blog