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Narciso e Eco

"Uma ninfa bela e graciosa tão jovem quanto Narciso,chamada Eco e que amava o rapaz em vão. A beleza de Narciso era tão incomparável que ele pensava que era semelhante a um deus, comparável à beleza de Dionísio e Apolo. Como resultado disso, Narciso rejeitou a afeição de Eco até que esta, desesperada, definhou, deixando apenas um sussurro débil e melancólico. Para dar uma lição ao rapaz frívolo, a deusa Némesis condenou Narciso a apaixonar-se pelo seu próprio reflexo na lagoa de Eco. Encantado pela sua própriabeleza, Narciso deitou-se no banco do rio e definhou, olhando-se na água e se embelezando. As ninfas construíram-lhe uma pira, mas quando foram buscar o corpo, apenas encontraram uma flor no seu lugar: o narciso. “







Por : Lázaro Freire


Vivemos um grande "neo-narcisismo pós-hedonista".



O antigo culto ao corpo implicava, pelo menos, melhorar o que se tem. Agora, o próprio corpo tornou-se um produto a ser adquirido - cabelos, seios, cinturas - para ingressarmos no mercado do "amor". Nele, bons investidores conseguem adoração, independência financeira ou substituto de auto-estima até a próxima estação de neo-prostituição. Se o amor é mercado, preciso ser bem de consumo, moeda de troca, e a embalagem é fundamental.
Fico imaginando como serão os cemitérios do futuro. Precisarão ter caixinhas de restos mortais maiores, para acomodar as bolsinhas de silicone da bunda e peitos da titia que "desencascou".
Ainda bem que silicone é inflamável: Com um pouco de fogos de artifício, poderemos vir a ter rituais pirotécnicos nas futuras cremações. Mas isso se houver família para administrar restos mortais.



29 de abril de 2010

Um pouco de narcisimo faz bem.

                             O que você vê quando se olha no espelho?

                                                               
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 por José Antônio Rosa*
Você tem mais charme que a média das pessoas? Deve a seus próprios méritos tudo o que obteve? Gosta de elogios? Facilmente tem inveja do sucesso dos outros? Não suporta esperar? Tem irritação quando o tratamento que lhe dão é desatencioso? Gosta de privilégio? Não suporta obedecer regras feitas para todos? Acredita que merece chegar bem alto em sua vida profissional?

A resposta a essas questões é mais para positiva? Então você provavelmente se encaixa na categoria de narcisista, segundo o excelente (infelizmente esgotado) livro "Aprendendo a Conviver com Pessoas Difíceis", de François Lelord e Christophe André. Bem, narcisismo não é crime e um pouco dele pode ser até saudável, mas é sempre bom ficar atento aos excessos, porque o narcisista pode infernizar a vida dos outros e também e provavelmente vai colher muitos resultados negativos para si mesmo. Ele pode provocar rancor, ocasionar oposição e bloqueio por parte de colegas, chamar competição desnecessária, desmotivar subordinados, ter crises de depressão maiores (principalmente na meia idade), ter dificuldade de lidar positivamente com o fracasso.

- Se a pessoa se sente "o gás da Coca-Cola", é melhor calçar rápido as "sandálias da humildade";
- É bom começar a observar os outros, seus méritos, seus sentimentos e necessidades;
- É fundamental também fazer um treino para viver bem sem glória e sem privilégios - afinal, tudo se aprende;
- Usualmente é útil também fazer algumas reflexões filosóficas, que levam à percepção de que, afinal, ninguém é tão importante assim.

A adoção de atitudes menos narcisistas não faz mal a ninguém e nem atrapalha eventuais realizações relevantes. Do ponto de vista da saúde psicológica, a pessoa estará contente com o que tem - e o que vier a mais será "lucro" muito bem-vindo.  



*José Antônio Rosa é professor de pós-graduação em Administração no Instituto Nacional de Pós-Graduação, jornalista, editor e consultor da Manager Assessoria em Recursos Humanos.
 

Fonte:
www.joseantoniorosa.com.br

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