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Narciso e Eco

"Uma ninfa bela e graciosa tão jovem quanto Narciso,chamada Eco e que amava o rapaz em vão. A beleza de Narciso era tão incomparável que ele pensava que era semelhante a um deus, comparável à beleza de Dionísio e Apolo. Como resultado disso, Narciso rejeitou a afeição de Eco até que esta, desesperada, definhou, deixando apenas um sussurro débil e melancólico. Para dar uma lição ao rapaz frívolo, a deusa Némesis condenou Narciso a apaixonar-se pelo seu próprio reflexo na lagoa de Eco. Encantado pela sua própriabeleza, Narciso deitou-se no banco do rio e definhou, olhando-se na água e se embelezando. As ninfas construíram-lhe uma pira, mas quando foram buscar o corpo, apenas encontraram uma flor no seu lugar: o narciso. “







Por : Lázaro Freire


Vivemos um grande "neo-narcisismo pós-hedonista".



O antigo culto ao corpo implicava, pelo menos, melhorar o que se tem. Agora, o próprio corpo tornou-se um produto a ser adquirido - cabelos, seios, cinturas - para ingressarmos no mercado do "amor". Nele, bons investidores conseguem adoração, independência financeira ou substituto de auto-estima até a próxima estação de neo-prostituição. Se o amor é mercado, preciso ser bem de consumo, moeda de troca, e a embalagem é fundamental.
Fico imaginando como serão os cemitérios do futuro. Precisarão ter caixinhas de restos mortais maiores, para acomodar as bolsinhas de silicone da bunda e peitos da titia que "desencascou".
Ainda bem que silicone é inflamável: Com um pouco de fogos de artifício, poderemos vir a ter rituais pirotécnicos nas futuras cremações. Mas isso se houver família para administrar restos mortais.



23 de maio de 2010

As duas faces do narcisismo .


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Por  - Lúcia Palazzo 

Narcisismo é um conceito psicanalítico muito rico para nos ajudar a entender as vicissitudes humanas. 
Existem dois tipos de narcisismo, aquele tipo fundamental para a constituição do sujeito, que é estruturante para o desenvolvimento e sobrevivência psíquica, 
quando a pessoa toma a si mesmo como objeto de cuidado e amor. 
E o narcisismo patológico, cujo investimento amoroso voltado para si, aprisiona o indivíduo, sendo uma defesa contra a dor mental originada nas situações de grave risco emocional. 
Tal e qual o mito de Narciso, que, ao ver a sua face refletida, apaixona-se pela sua própria imagem, sucumbindo à atração fatal de um suposto outro. 
Se refletirmos sobre o ambiente que nos cerca, veremos que vivemos em um mundo que favorece a emergência deste tipo de condição mental, 
individualista e solitária, uma vez que encastela as pessoas na arrogância do “eu me basto”. 
Atualmente, as pessoas têm dificuldades em se relacionar, seja por falta de tempo, por medo do encontro amoroso, da dependência, 
de sentir falta do outro, de viver a intimidade, de sofrer desilusões, de suportar as diferenças, e até mesmo medo de amar. 
A escolha por uma vida isolada, voltada só para interesses pessoais, em detrimento da valorização da experiência emocional e da troca afetiva, 
implica adoecimento do ser humano. 
São escolhas narcísicas em alta na nossa sociedade, cujo mercado empurra as pessoas a preocuparem-se somente com a corrida do melhor desempenho e competitividade, 
priorizando a sobrevivência e a autoproteção como preocupações primárias. 
Somente em ambientes sociais onde há garantias de reconhecimento, respeito, segurança, e onde as necessidades básicas são atendidas, 
é que se torna possível criar espaço para desenvolvimento de laços fraternos, solidários e relações emocionais satisfatórias.

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