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Narciso e Eco

"Uma ninfa bela e graciosa tão jovem quanto Narciso,chamada Eco e que amava o rapaz em vão. A beleza de Narciso era tão incomparável que ele pensava que era semelhante a um deus, comparável à beleza de Dionísio e Apolo. Como resultado disso, Narciso rejeitou a afeição de Eco até que esta, desesperada, definhou, deixando apenas um sussurro débil e melancólico. Para dar uma lição ao rapaz frívolo, a deusa Némesis condenou Narciso a apaixonar-se pelo seu próprio reflexo na lagoa de Eco. Encantado pela sua própriabeleza, Narciso deitou-se no banco do rio e definhou, olhando-se na água e se embelezando. As ninfas construíram-lhe uma pira, mas quando foram buscar o corpo, apenas encontraram uma flor no seu lugar: o narciso. “







Por : Lázaro Freire


Vivemos um grande "neo-narcisismo pós-hedonista".



O antigo culto ao corpo implicava, pelo menos, melhorar o que se tem. Agora, o próprio corpo tornou-se um produto a ser adquirido - cabelos, seios, cinturas - para ingressarmos no mercado do "amor". Nele, bons investidores conseguem adoração, independência financeira ou substituto de auto-estima até a próxima estação de neo-prostituição. Se o amor é mercado, preciso ser bem de consumo, moeda de troca, e a embalagem é fundamental.
Fico imaginando como serão os cemitérios do futuro. Precisarão ter caixinhas de restos mortais maiores, para acomodar as bolsinhas de silicone da bunda e peitos da titia que "desencascou".
Ainda bem que silicone é inflamável: Com um pouco de fogos de artifício, poderemos vir a ter rituais pirotécnicos nas futuras cremações. Mas isso se houver família para administrar restos mortais.



2 de maio de 2010

O narcisismo e a fase do espelho

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                            FASE DO ESPELHO 

*   Na psicanálise de Jacques Lacan, corresponde à fase (termo preferível a “estádio”, segundo Lacan) da formação da identidade, que se dá entre os seis e os dezoito meses de idade, quando a criança encontra e reconhece a sua imagem especular. Considera-se esta fase como um primeiro esboço do que será o Eu do indivíduo. 
Em literatura, é frequente encontrarmos situações que descrevem a descoberta da identidade recorrendo à metáfora do espelho.  
Se existir uma falha na dialéctica da constituição do sujeito, durante este estádio do espelho, tal constituição ficará inacabada ou sofrerá clivagens que ameaçam a destruição total do Eu.


                 Reconheço-me, logo existo.


 **    “o primeiro espelho da criatura humana é o rosto da mãe, sobretudo o seu olhar. Ao olhar-se no espelho do rosto materno, o bebê vê a si mesmo (...) Quando olho, sou visto, logo existo. Posso agora me permitir olhar e ver”.
Winnicott


 Nesse contexto, cresce muito a responsabilidade da mãe real, pois, sendo um espelho de seu filho, ela tanto pode refletir o que ele realmente é, ou, qual um espelho que distorce imagens, típicos dos parques de diversão, a mãe pode refletir o que ela própria é, ou imagina ser.





Kohut utiliza a expressão objetos do self (1971) para referir-se a dois tipos de objetos primordiais, especulares:
1.     Os que funcionam como um espelho da criança e que, mediante incessantes elogios e admiração a este, outorgam-lhe uma imagem do self grandioso.
2.     O objeto parental que reflete para o filho uma imagem grandiosa que os pais têm de si próprios, constituindo a imagem parental idealizada. (Zimerman, 2001)





 Fontes de pesquisas:

*   http://www.fcsh.unl.pt/edtl/verbetes/F/fase_espelho.htm 
**http://www.ligare.psc.br/leituras/self_des_saudavel_pg4.htm

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